segunda-feira, 29 de maio de 2017

A INDÚSTRIA DA CHEIA E CALAMIDADES PÚBLICAS (ATÉ QUANDO?!)

É incrível que todo ano Recife e OUTRAS CIDADES em Pernambuco sofram com essa seca e essa água torrencial que cai em nosso estado. Eu fico pensando se devemos mesmo sofrer com tudo isso, se há necessidade realmente de sofrermos tudo isso, todos os anos.
Quero saber a razão dessa entidades e órgãos públicos não  fazem algo para mudar isso? Deveriam fazer um estudo para que essa água toda seja usada para benefício da população, como armazenar água em cisternas em todo o Sertão e Agreste, e onde puder fazer isso, e onde  necessitar de água. É estranho que não há esse  estudo e essa prevenção, e o povo todo ano sofrendo com isso. Será que ninguem mais pensou nem percebeu isso?

Quantas pessoas poderiam ser poupadas se fizessem essa prevenção, e quantas desgraças poderiam ser evitadas! Absurdo isso.
É a Indústria da Cheia, por isso não fazem nada, pois essas desgraças servem apenas para capitalizar dinheiro para as elites, para os governantes. Qualquer país sério faz isso, um estudo, no mínimo, para evitar que o próximo ano não os pegue de surpresa. É isso que se faz em um país śerio. Agora ficam nesse teatro, tanto Temer, ou o presidente que for, quantos os outros governadores de outros estados,ficam  nesse jogo político. Sim, é jogo de cartas marcadas, e só quem não se beneficia é a população pobre. O Estado deveria ser responsabilizado por todas essas desgraças que têm vindo sobre nossa nação. Todos eles são culpados disso, desse sofrimento.
Se afirmam que lhes falta tecnologia, Israel já ofereceu seus serviços para o Brasil, de como vencer a seca, pois eles fizeram algo bárbaro: venceram o deserto! E olhem que o clima deles é bem mais seco que o nosso.
Já está na hora de sacudirmos esse julgo de nosso pescoço, nada justifica tanto sofrimento por causa de abundância de água,ou por falta dela. Que esses cínicos, paradoxalmente, transformam em algo ruim! Absurdo. Se chove centezas ou dezenas de milímetros a mais, isso era para ser festejado! Dentro de uns meses irão dizer que não há mais água, quando Deus mandou tanta água para nós, e não queremos utilizar ela, porque a população será beneficiada. Eles não querem nada disso. Querem ela debaixo desse julgo, querem que o povo coma na mão deles, esmolem sempre, e jamais cresçam, sejam independente deles, que sempre precisem de um carro pipa, quando têm um manancial todo ano, durante meses.
Até quando sofreremos isso?

domingo, 28 de maio de 2017

FOMOS INVADIDOS PELO ISIS!!! - Libertar.in

Rebanhão - Casinha

A ARTE MUTANTE DE CÍCERO DIAS


Em 1948 Cícero Dias esteve na Faculdade de Direito do Recife e causou espanto com a exposição que fez ali, pois seus quadros causaram frisson por causa do que eles representavam naquele momento, o que não era algo com o que o povo pernambucano estava acostumado a ver, e Máro Melo bem explicou a seus leitores isso.
A exposição que mais "causou" foi o quadro  do "Mamoeiro ou dançarino", o que deixou muita gente intrigado se era um ou o outro. E isso foi questão até para debates entre Mário Melo e outros intelectuais da época em voga.
O problema é que aquilo era uma renovação, e estava causando um desequilíbrio para a arte e para o que ela representava naquele momento. A pintura de Cícero Dias não era para deixar o indivíduo na mesma, trazia uma dualidade uma releitura do que estava já estabelecido no momento. Ele inovou e mudou conceitos.
É verdade que à primeira vista a Arte pode ser mal compreendida e até causar mal estar na pessoa que admira, mas ela faz isso de uma forma que não deixa de ter sua beleza, ou espantar por essa beleza que pode  ser vista por quem admira. Ela, a Arte, é imprevisível sempre.
O exemplo disso é a música, que é a arte mais penetrante e a mais abrangente,a que tem a linguagem mais variada, principalmente por que não precisa passar pelo intelecto para ser compreendida, mas ela precisa ser sentida, mais do que vista, ou lida. O ouvido é símbolo de algo mais profundo, a entrada da alma. Por isso que ela mexe tanto com os sentimentos.
Se a pintura de Cícero não foi logo aceita ou causou espanto, foi pelo fato do cânone, da Academia e da intelectualidade "congelar" a Arte, de impedir que ela seja livremente interpretada, seja pelo povão, não acostumada a ela, seja pelos mais favorecidos, que podem olhar para ela sem o filtro dos intelectuais guardiões do saber. Se ela chegasse livremente ao povo, ela seria tão compreendida, ou até mais, por um boiadeiro, um cidadão comum, mesmo que não tivesse um átimo de  cultura desses intectuais, e poderiam até penetrar mais a fundo nela. Talvez a Arte perca muito de si mesma quando ela se torna prisioneira das elites, só eles as podem interpretar, como as pitonisas de Apolo e de Baal. É sabido que Recife entende tanto de arte quanto Rio ou São Paulo, e as pessoas podem compreender ela totalmente, ou pelo menos em boa parte, já que ela é tão penetrante.
Mas os preceitos intelectualistas impedem também que a Arte possa ser entendida como deve ser, não conforme as regras dos intelectuais, mas conforme a mensagem que penetra na mente e no sentimento do indivíduo, e foi o que Cícero Dias quis passar várias vezes. Ele também tem falado que a Arte é um processo contínuo ao longo dos séculos. Não para nunca, sempre se transforma, é viva.
Desse modo, ao longo do tempo, a arte de Cícero Dias ficou abstrata, foi ficando com cores mais vivas, mais universal, e saiu do provincialismo. Se deixou influenciar por Picasso e outros artistas que usaram uma linguagem e  temas universais em suas artes. Ele cresceu bastante, mais ainda resta nele a assinatura da cultura pernambucana, pois não dá para se desvencilhar de vez dela. Ainda fica algo que o identifica como um nordestino.



sábado, 27 de maio de 2017

O II MANIFESTO TROPICALISTA E A ARTE

O segundo Manisfesto Tropicalista diz que ele significa um movimento centrado na cultura brasileira em suas mais diversas formas, nos mais diversos meios; já o Tropicanalha é um "movimento" que contribui para o erro e decadência.
Isso, segundo esse movimento acima citado, mudaria se as elites das universidades ouvissem o que os estudantes têm a dizer, pois o que eles dizem é importante, e pode contribuir para o progresso da cultura brasileira e ao que é ensinado nas unversidades. Se a elite das universidades não faz isso, é pelo fato da mesma ser econcêntrica, fechada demais. Da mesma forma são as entidades como as academias de Letras, centradas nelas mesmas e sem um fim social, não interage com a população, e, por isso, fica sem um objetivo realmente válido.
Afirmam ainda que a Literatura Gagá tem medo do novo, pois podem ser superada ou não entendem o que ele quer dizer, a razão desse movimento. Tem também os críticos lagartixas, que só aplaudem o que Hollywood faz, e deixa de fora o que fazem os outros, como cinema daqui do Brasil, Índia, África, etc. Será que o nosso é considerado mesmo cinema de verdade?
Em tudo isso se vê também a censura dos conselhos universitários, hermenêuticamente fechado, que não aceita nenhum questionamento.
Esse movimento existe para que a cultura dominante, geralmente de fora, seja questionada. Essa cultura de fora excluiu toda aquela que não seja apoiada pela cultura dominante, infelizmente há essa subserviência. 
A Arte é ação, jamais é estática, aquilo parada, que nunca muda, que nunca aceita mudanças diversas, de fora ou de dentro. Sim, pois ela pode começar a mudar de dentro para fora ou de fora para dentro (e quem pode dizer qual veio de fora ou de dentro?). Isso é a Arte. Ela dá uma nova visão sobre as coisas e sobre o mundo, como disseram Gabo, Tatlin, Duchamp e outros. A ação, devido à vida frenética do mundo atual,veio substituir a comtemplação. Ela, a Arte, atencipa as mudanças, por ela tudo muda, se transforma antes do que se pode esperar.
Por isso, ao invés de ficar preso ao que já há muito tempo domina, como os modelos antigos de autores, poetas, artistas, com pensamento velho, dê lugar ao novo. A arte tem muitas possibilidades. Creçamos no que pudermos.



REFERÊNCIA

DINIZ, Clarissa; HEITOR,Gleice Kelly; SOARES,Paulo Marcondes (org.) Critica de Arte em Pernambuco: escritos do século XX. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2012. p. 282

domingo, 21 de maio de 2017

MUDANÇAS

Não quero simples mudanças,
Promessas na contra-mão;
O que penso vai além,
Promessas demais já tem,
Eu quero revolução!