quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

ALGUSTADAS

Visse a bobeira?
Ninguém, numa sexta-feira
Foi à tua quimera;
Mas a sofreguidão,
É mesmo uma pantera.
Fica na solidão,
Lacrimeja,
Pois vão escarrar em tua mão,
Até quem te beija!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

TATI, A DIDÁTICA E OS TEXTOS

  Esse semestre foi um desafio para os estudantes de Letras do Sétimo Período, pois foi estudado as cadeiras de Didática e ESO, e teve alunos que fizeram os dois, fazendo a jornada ficar mais densa.
Quem ensinou foi a professora Tati, e, pelo que sei, todos passaram nela, a não ser quem desistiu de estudar.
Estudamos, em Didática um livro de Magda Soares, que versou sobre disciplinas curriculares, e a história da disciplina de Português, o que foi de muito proveito para todos, pois ficamos sabendo como era o ensino essa matéria, e como a gramática foi mudando ao longo do tempo; as gramáticas usadas, a influência do latim na formação dos estudantes, centenas de anos atrás; depois, veio a de Lições da História da Disciplina do Português. Magda deu um grande passeio pela história, e fortaleceu no conteúdo, para que os docentes futuros não ficassem magros no conhecimento da língua.
Mas o livro que mais nos impressionou foi o escrito por Schneuwly, Dolz, e colaboradores; a tradução é de Rojo e Cordeiro.
Nele, ficamos sabendo que o contexto de produção é muito importante no ensino, para que os alunos tomem consciência dos gêneros, e para que possa dominar eles, olhando para as sequencias didáticas,o que facilita muito o aprendizado, para que o aluno diferencie um texto do outro, vendo seus vários aspectos. É preciso que o aluno compreenda a situação de comunicação, a quem o texto se dirige, saber o que está escrevendo. E esse texto de Schneuwly é um texto denso, desses que o indivíduo precisa ler várias e várias vezes, para poder fazer uma boa prova, e entender, mais do que decorar, pois decorando não se aprende nada, apenas se decora; e foi o que os autores tentaram passar para seus leitores, o texto todo. Alguns de nós tivemos dificuldades com esse texto, tanto em compreender, quanto em fazer a prova com base nele, e isso foi uma pedra no sapato. Não digo que não houve esforço por parte da professora; houve, sim,pois se esforçou para que entendêssemos ele, mas é que, por falta de costumes, de alguns de nós, em lidar com textos densos de universidade, não assimilamos bem o conteúdo, ou, talvez, por haver outros texto também densos, (e por alguns alunos trabalharem durante o dia, outros, casados, com probelmas financeiros,) como o de Soares. Não havia ainda estudado com essa professora, a Tati, como alguns de nós a chamamos, e confesso que gostei (quem não gosta de uma professora bonita, fala macia, e sorriso maneiro?). Gostei bastante dos aspectos tipológicos, principalmente da relação que tem nele, dos tipos de gêneros orais e escritos. A relação é grande. Bom ver as várias capacidades dominantes deles, e como isso ajuda no aprendizado da escrita, e dos textos orais.
Com Rojo, ficamos mais conscientes dos letramentos múltiplos. Foi bom ler esse texto e ficar sabendo a diferença entre letramento e alfabetização, e as demais formas. Alguns letramentos: multissemióticos, críticos e protagonistas, e os múltiplos. Os capítulos que mais gostei foram os que vão do 4-6. Ótimos para nos conscientizarmos sobre letramento e alfabetização com detalhes, embora alguns achem que eles são a mesma coisa. O capítulo 4 versa sobre o Domínio das Relações Entre os Sons da Fala e as Letras da Escrita. Gostei muito do capítulo 4, onde versa sobre o domínio das relações entre os sons da fala e as letras da escrita. Ficamos sabendo que há mais coisas envolvidas no ato de alfabetizar do que apenas repetir sons, e essa foi a preocupação que a professora teve na aula, seguindo as ideias de Rojo. Nesse capítulo, a autora anda um pouco pela história da escrita, desde os sumérios, passando pelos fenícios, viajadores do mundo antigo, que acabou influenciando os gregos, e, por fim, os romanos, e nós, pelo latim, a última flor do lácio.
Estudamos alfabetismo, e o desenvolvimento de competências de leitura, o que foi bastante proveitoso, já que deu mais detalhes sobre alfabetização e letramento, que se manifesta nas coisas mais diversas, como ir a um banco, ler algo escrito no papel de um vendedor de confeitos, ler um bilhete: tudo é letramento. A capacidade de compreensão é muito vasta.
No capítulo 6 do livro de Rojo (2009), há uma explicação sobre letramento, e há mais detalhes nisso, e onde se diferencia isso de alfabetismo. O último envolve práticas sociais, o primeiro, é mais individual, mais haver com cognição, inteligência. Fala também de dois enfoques do letramento: o ideológico e o autônomo. Os letramentos também são múltiplos, e estão em quase tudo que fazemos. É preciso ser multicultural em sua cultura, e poliglota na sua própria língua, o que parece contraditório, mas isso é o que afirma Rojo.
Inovador foi lidarmos com alguns textos que mostraram os vários gêneros textuais, todos novos, nas mídias digitais: os softwares educativos; a língua portuguesa pode ser ensinada neles, e através deles. Escola conectada: os multiletramentos e as TICS, Rojo (org). Primeiro, nos deparamos com as Fanfics, Google Docs... A produção textual colaborativa, que incentiva os leitores a escrever e a interagir através de muitos textos, e a colaboração é bem ampla, podendo os leitores fazer isso completando a estória, nas Fanfics, ou nos escritos mais formais do Google Docs. Uma aluna em nossa classe se mostrou bem versada nisso tudo, principalmente naquela. Disseram até que Fanfics era pior que pornografia, em termo de qualidade, ou falta de. A metalinguagem desse tipo de texto é muito forte. Depois veio o texto “O Jogo de Interface Textual: práticas de letramento em MUD.” Este termo quer dizer Dimensão de multiusuários, em português. É um jogo online. Muitos de nós nunca ouvimos falar disso, mesmo os que usaram a internet desde os primórdios dela, porque a prática era tida como de pouco valor. Pode-se usar, neles, imagens e textos, e parece ser bem dinâmico. O Vidding não fica atrás também, para muitos, tão desconhecido como o MUD. Pouco foi falado na sala de aula, mas sabe-se que tem várias categorias e vários níveis deles, como AMV e fansub, e tantas outras. Outro texto, desse tipo, falou de multiletramento em ambiente educacional, organizado por vários autores, entre eles Neto, Thadei, e Silva-Costa. Ele deu uma ideia do panorama teórico -metodológico, como modalidade, multimodalidade, mídia, multimídia, hipertexto e hipermídia. Os multiletramentos das novas mídias, parece, atraem mais os jovens, por causa do uso do celular, iphones, ipads, ipodes, tabletes, etc; isso foi bem discutido na classe, pois alguns de nós ensinam já, e debatemos se isso é mesmo válido, ou esse uso nas aulas atrapalha. Cada um pensou de uma forma diferente. Hoje em dia não se pode mais admitir que não existam outras possibilidades de ensinar e aprender, já que, pela internet, aprende-se até de longe; não sei se esse aprendizado é válido. Depende do aluno, ou dos mestres, ou dos dois. Os mais antigos, que hoje são doutores, nunca precisaram disso e aprenderam bem, e fizeram um trabalho e pesquisas de grande relevância. Os tempos de hoje são outros tempos, entretanto, e é preciso adaptar o aprendizado e ensino com tudo que se tem hoje. Outros tempos, outros mestres, outros conteúdos, e tudo deve ser aproveitado.
Esse período foi mesmo consubstancial, e alguns aproveitaram mais do que outros, tudo foi válido, e serviu como um paradigma, nos deparamos com uma boa professora, que trata bem os alunos, e foi até paciente, nos mostrou que ensinar é mais do que mostrar que sabe; assim, aprendemos que haverá professores mais conscientes do seu papel multicultural e tão diversos. Ensinar é mais do que pensamos, e pode ser um prazer mais do que já é.

LITERATURA AFRICANA: A CULTURA TEM VÁRIAS CORES


 Estudar a Literatura Africana, na UFRPE, com a professora Patrícia Soares, foi uma ótima experiência, pois nos deparamos com escritores de língua africana, literatura diferente daquela com a qual estamos acostumados a ler no Brasil, como Drummond e Manuel Bandeira, na poesia, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, e outros, na prosa.
A cadeira não se deteve só na obra em si, mas também estudamos a vida desses escritores africanos, que não só lutavam pela independência de suas terras nas letras, mas muitos deles também tomaram parte em movimentos como o do MPLA, e tantos outros; mesmo durante a ditadura, de Franco, em Portugal,que dominava essas nações africanas de língua portuguesa, eles não pararam de lutar e promover a cultura de seus países, que deveriam também ser vistos com tendo sua própria cultura, que por sinal é muito rica. Ainda bem que estamos tendo essa oportunidade de conhecer os escritores africanos, que foram influenciados pelos escritores brasileiros, como Guimarães Rosa e Graciliano Ramos, como também José Lins do Rego, que denunciaram os sofrimentos de uma minoria sofredora, como na África até hoje existe, e que muitos dos escritores desse continente fizeram também.
O conteúdo programático teve em vista estudar conhecer introdutoriamente os principais autores e obras literárias da África lusófona, e compor uma opinião crítica desse ambiente, e fazer diferença entre a literatura colonial e a africana, a começar por Cabo Verde, e a Revista Claridade; de Angola: Movimento dos Novos intelectuais de Angola, que tinha nomes como Luandino Vieira, Agostinho Neto, entre outros;Moçambique: José Craveirinha, Mia Couto, entre tantos; São Tomé e Príncipe: Francisco José Tenreiro; Guiné-Bissau:Amílcar Cabral. Este tomou partes em movimentos como o MUD, CEI, PAI-GC. Infelizmente foi assassinado.
O conteúdo, mesmo devido ao pouco tempo, foi visto de uma forma proveitosa. A professora Patrícia ensina como quem tem uma música dentro de si, e as aulas correram leves como um olhar alegre. A aulas detinham-se, como falado acima, sobre a obra, a vida e a cultura da nação, como a de Cabo verde, que tem boa parte de seus moradores trabalhando fora do país por falta de oportunidade, pela economia escassa. Falou-se, na classe, sobre o que a mídia mostra da África: apenas um continente miserável, de gente pobre e ignorante, mas vimos que nesse continente também há pensadores, a África também pensa, não é uma terra inóspita, sem prazer, sem cultura; essa cultura deve ser vista, buscada, pois mesmo longe dos brasileiros,essa cultura está entrelaçada neles, mesmo que espiritualmente, transpondo o espaço e o tempo, a África está em nós, vive em nós, com sua cultura, com seu passado, e com suas dores. A mídia tenta imiscuir em nossas mentes que não há cultura nos países da África; é engano, pois há uma cultura grande e intensa, basta ver os poetas e prosadores dessa terra abençoada, mas maltratada por uma política que tentou e tenta congelar sua cultura; mas a cultura é livre, é lutadora, a cultura é um furacão indomável, que se não pode ficar pura, se livra se mesclando com outras. Basta tirar a venda dos olhos e ver a vastidão de informação para ser absorvida e vivida.
Infelizmente, foi preciso uma lei ser promulgada, a lei federal 10.639, de 2003, que obriga as instituições no Brasil a estudar a cultura africana, principalmente os países de língua portuguesa. Digo infelizmente, porque poderia ser feito isso sem precisar de uma lei, se houvesse mais respeito pelas nossas origens. No livro de Cereja e Magalhães (vol I, 2005), já existe uma pequena antologia de poetas africanos, e prosadores, como também há pesquisadores como Maria Aparecida, Benjamim Abdala, Tânia Macedo, Rita Chaves, Laura Padilha, entre outros, que estão lutando para que a cultura africana seja vista de uma forma mais clara e estudada, fazendo comparações com a nossa, e interagindo com nossa literatura.
É dessa forma que devemos ver a África, como um continente de grande pensadores, de escritores de qualidade, e que deverão ser estudados como os nossos.
Foram lido alguns poetas africanos nas aulas, foi estudado a cultura tão vasta e atraente. Estudamos a literatura, mas ela faz diálogo com a pintura, com a música, e outras artes.
Estudei por dois motivos: pela curiosidade, e porque todos diziam que era muito boa a cadeira. Como não conhecia os escritores da África, era uma boa oportunidade, algo de que não me arrependo. Aproveito o caminho mostrado e estou procurando conhecer mais sobre eles. Alguns disseram que vão fazer mestrado nela, na Literatura Africana, o que me parece muito bom, já que é algo que está sendo estudado agora nas universidades, e os professores são poucos.
Afirmo que essa cadeira me enriqueceu e me fez ver mais além, ao invés de estudar somente um autor, como Mia Couto, nosso olhar foi ampliado. Em um artigo da Revista Escola, sobre a Literatura Africana, são citados vários deles, e alguns opinadores reclamaram de só haver escritores africanos brancos, na relação da revista, o que foi considerado uma incoerência, segundo esses leitores. A revista, por sua vez, disse que iria rever isso. Ainda precisamos crescer nesse conhecimento da cultura africana, e procurar deixar o preconceito de lado, e ficar consciente que inteligência não é uma tatuagem na pele dos brancos, mas que ela se alastra na pele de todos os seres humanos, e é isso que nos faz ser diferentes dos animais, entre outros requisitos inerentes à natureza humana, tão frágil, tão forte, tão pó, mas que pode enriquecer os seus semelhantes, e crescer com eles, misturando-se todo o tempo, e o tempo todo.
 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A DIDÁTICA E OS TEXTOS


Esse semestre foi um desafio para os estudantes de Letras do Sétimo Período, pois foi estudado as cadeiras de Didática e ESO, e teve alunos que fizeram os dois, fazendo a jornada ficar mais densa.
Quem ensinou foi a professora Tati, e, pelo que sei, todos passaram nela, a não ser quem desistiu de estudar.
Estudamos, em Didática um livro de Magda Soares, que versou sobre disciplinas curriculares, e a história da disciplina de Português, o que foi de muito proveito para todos, pois ficamos sabendo como era o ensino essa matéria, e como a gramática foi mudando ao longo do tempo; as gramáticas usadas, a influência do latim na formação dos estudantes, centenas de anos atrás; depois, veio a de Lições da História da Disciplina do Português. Magda deu um grande passeio pela história, e fortaleceu no conteúdo, para que os docentes futuros não ficassem magros no conhecimento da língua.
Mas o livro que mais nos impressionou foi o escrito por Schneuwly, Dolz, e colaboradores; a tradução é de Rojo e Cordeiro.
Nele, ficamos sabendo que o contexto de produção é muito importante no ensino, para que os alunos tomem consciência dos gêneros, e para que possa dominar eles, olhando para as sequencias didáticas,o que facilita muito o aprendizado, para que o aluno diferencie um texto do outro, vendo seus vários aspectos. É preciso que o aluno compreenda a situação de comunicação, a quem o texto se dirige, saber o que está escrevendo. E esse texto de Schneuwly é um texto denso, desses que o indivíduo precisa ler várias e várias vezes, para poder fazer uma boa prova, e entender, mais do que decorar, pois decorando não se aprende nada, apenas se decora; e foi o que os autores tentaram passar para seus leitores, o texto todo. Alguns de nós tivemos dificuldades com esse texto, tanto em compreender, quanto em fazer a prova com base nele, e isso foi uma pedra no sapato. Não digo que não houve esforço por parte da professora; houve, sim,pois se esforçou para que entendêssemos ele, mas é que, por falta de costumes, de alguns de nós, em lidar com textos densos de universidade, não assimilamos bem o conteúdo, ou, talvez, por haver outros texto também densos, (e por alguns alunos trabalharem durante o dia, outros, casados, com probelmas financeiros,) como o de Soares. Não havia ainda estudado com essa professora, a Tati, como alguns de nós a chamamos, e confesso que gostei (quem não gosta de uma professora bonita, fala macia, e sorriso maneiro?). Gostei bastante dos aspectos tipológicos, principalmente da relação que tem nele, dos tipos de gêneros orais e escritos. A relação é grande. Bom ver as várias capacidades dominantes deles, e como isso ajuda no aprendizado da escrita, e dos textos orais.
Com Rojo, ficamos mais conscientes dos letramentos múltiplos. Foi bom ler esse texto e ficar sabendo a diferença entre letramento e alfabetização, e as demais formas. Alguns letramentos: multissemióticos, críticos e protagonistas, e os múltiplos. Os capítulos que mais gostei foram os que vão do 4-6. Ótimos para nos conscientizarmos sobre letramento e alfabetização com detalhes, embora alguns achem que eles são a mesma coisa. O capítulo 4 versa sobre o Domínio das Relações Entre os Sons da Fala e as Letras da Escrita. Gostei muito do capítulo 4, onde versa sobre o domínio das relações entre os sons da fala e as letras da escrita. Ficamos sabendo que há mais coisas envolvidas no ato de alfabetizar do que apenas repetir sons, e essa foi a preocupação que a professora teve na aula, seguindo as ideias de Rojo. Nesse capítulo, a autora anda um pouco pela história da escrita, desde os sumérios, passando pelos fenícios, viajadores do mundo antigo, que acabou influenciando os gregos, e, por fim, os romanos, e nós, pelo latim, a última flor do lácio.
Estudamos alfabetismo, e o desenvolvimento de competências de leitura, o que foi bastante proveitoso, já que deu mais detalhes sobre alfabetização e letramento, que se manifesta nas coisas mais diversas, como ir a um banco, ler algo escrito no papel de um vendedor de confeitos, ler um bilhete: tudo é letramento. A capacidade de compreensão é muito vasta.
No capítulo 6 do livro de Rojo (2009), há uma explicação sobre letramento, e há mais detalhes nisso, e onde se diferencia isso de alfabetismo. O último envolve práticas sociais, o primeiro, é mais individual, mais haver com cognição, inteligência. Fala também de dois enfoques do letramento: o ideológico e o autônomo. Os letramentos também são múltiplos, e estão em quase tudo que fazemos. É preciso ser multicultural em sua cultura, e poliglota na sua própria língua, o que parece contraditório, mas isso é o que afirma Rojo.
Inovador foi lidarmos com alguns textos que mostraram os vários gêneros textuais, todos novos, nas mídias digitais: os softwares educativos; a língua portuguesa pode ser ensinada neles, e através deles. Escola conectada: os multiletramentos e as TICS, Rojo (org). Primeiro, nos deparamos com as Fanfics, Google Docs... A produção textual colaborativa, que incentiva os leitores a escrever e a interagir através de muitos textos, e a colaboração é bem ampla, podendo os leitores fazer isso completando a estória, nas Fanfics, ou nos escritos mais formais do Google Docs. Uma aluna em nossa classe se mostrou bem versada nisso tudo, principalmente naquela. Disseram até que Fanfics era pior que pornografia, em termo de qualidade, ou falta de. A metalinguagem desse tipo de texto é muito forte. Depois veio o texto “O Jogo de Interface Textual: práticas de letramento em MUD.” Este termo quer dizer Dimensão de multiusuários, em português. É um jogo online. Muitos de nós nunca ouvimos falar disso, mesmo os que usaram a internet desde os primórdios dela, porque a prática era tida como de pouco valor. Pode-se usar, neles, imagens e textos, e parece ser bem dinâmico. O Vidding não fica atrás também, para muitos, tão desconhecido como o MUD. Pouco foi falado na sala de aula, mas sabe-se que tem várias categorias e vários níveis deles, como AMV e fansub, e tantas outras. Outro texto, desse tipo, falou de multiletramento em ambiente educacional, organizado por vários autores, entre eles Neto, Thadei, e Silva-Costa. Ele deu uma ideia do panorama teórico -metodológico, como modalidade, multimodalidade, mídia, multimídia, hipertexto e hipermídia. Os multiletramentos das novas mídias, parece, atraem mais os jovens, por causa do uso do celular, iphones, ipads, ipodes, tabletes, etc; isso foi bem discutido na classe, pois alguns de nós ensinam já, e debatemos se isso é mesmo válido, ou esse uso nas aulas atrapalha. Cada um pensou de uma forma diferente. Hoje em dia não se pode mais admitir que não existam outras possibilidades de ensinar e aprender, já que, pela internet, aprende-se até de longe; não sei se esse aprendizado é válido. Depende do aluno, ou dos mestres, ou dos dois. Os mais antigos, que hoje são doutores, nunca precisaram disso e aprenderam bem, e fizeram um trabalho e pesquisas de grande relevância. Os tempos de hoje são outros tempos, entretanto, e é preciso adaptar o aprendizado e ensino com tudo que se tem hoje. Outros tempos, outros mestres, outros conteúdos, e tudo deve ser aproveitado.
Esse período foi mesmo consubstancial, e alguns aproveitaram mais do que outros, tudo foi válido, e serviu como um paradigma, nos deparamos com uma boa professora, que trata bem os alunos, e foi até paciente, nos mostrou que ensinar é mais do que mostrar que sabe; assim, aprendemos que haverá professores mais conscientes do seu papel multicultural e tão diversos. Ensinar é mais do que pensamos, e pode ser um prazer mais do que já é.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

NEFASTOS PROGNÓSTICOS


Não gostei disso que vi. Até agora me lembro. Já começar o ano anunciando desgraças, sendo uma delas o famigerado Ciro Gomes sendo anunciado como ministro de educação; e de educação ele não entende nada de nada. Começou já esculhambando os professores, dizendo que “se quiserem ganhar dinheiro, que vão para outros lugares”. Nós merecemos? Creio que não. Ele já disse a que veio, o nazista.
Um ministro que já começa o ano dizendo isso, boa gente não pode ser. Não é. Imaginem a tristeza de todos os professores do Brasil, em sofrer na profissão, e ainda escutar uma gracinha dessa. Não basta sofrer exercendo essa profissão? Então ele pensa que ganhamos dinheiro demais, não? Deve ser. No Brasil, ensinar é sofrer resignado numa profissão para lá de ingrata, onde o medo dos governantes de que o povo venha a ser de todo esclarecido se mostra nos poucos investimentos que temos na educação. Pensem.
Nós nos iludimos afim de que continuemos a ensinar às pessoas que não têm culpa alguma de ser o que são: meros oprimidos, esmagados por esse sistema, que impedem-nos de querer sonhar e também realizar. Esse tipo de governo é de um sadismo sem limites, dando tiros nos próprios pés, quando impedem que a boa educação cheguem aos mais necessitados. E a razão é que o aumento da violência beneficia essa classe, e a pobreza, pois o dinheiro “investido” nisso vão é para os bolsos deles. É uma mina, algo semelhante ao que acontece até hoje com a seca no nordeste. Se acabarem com essas desgraças, não virão investimentos, e seus bolsos ficarão magros. Enquanto o poder estiver nas mãos de uma aristocracia mordaz, será assim, só terá um crescimento se isso não for mal para os bolsos deles. É uma minoria que domina demais, e nada escapa à sua grande ganância de poder.
Quando se descobre uma falcatrua, me pergunto quando descobrirão mais uma, e onde será. Quanto prejuízo não causam ao povo, quantas desgraças não fazem surgir por causa disso. Estou vendo a hora do povo fazer uma revolução, e o Brasil se tornar algo que nós não esperamos nem queremos; mas para algum lugar essas injustiças e essa forma de lidar com o povo vai nos levar. Percebo que não basta mudar, mas também é preciso que as mudanças já conquistadas não sejam perdidas, devemos lutar para que elas permaneçam. O poder tanto mantém refém um povo, como o liberta. Mas poder é poder, e logo mostrará sua verdadeira face.
Os prognósticos, assim, não são os melhores para esse 2015. Coisas muito ruim vão acontecer, e todos sabem disso, ou pelo menos têm alguma ideia do que podem esperar. Péssimas ideias, creio. Quem ainda está iludido com esse governo? Quando os Bolcheviques fizeram a revolução, tudo parecia um conto de fadas, mas depois, a face nefasta do Comunismo se mostrou tão nítida; da mesma forma o Nazismo, o Fascismo, e todos, sem esquecer da tão aclamada Revolução Francesa, que matou tanto quanto o velho regime. Será que a história está se repetindo no Brasil? O PT FOI E É UMA ILUSÃO, É O ÓPIO DO POVO. Infelizmente nem todos querem ou podem admitir isso. Não nego que houve bastante coisas boas, claro, coisas que o PSDB não quis fazer, como fazer com que milhares de jovens e homens de classe baixa entrassem nas universidades, mas isso não significa que temos que fechar os olhos para as muitas roubalheiras dessas corja vermelha. E se é verdade que o PT quer da um golpe no Brasil, assumindo o poder de vez, será nesse novo governo de Dilma. Terá algum monstro na Lagoa? Penso que sim. Vivam e vejam.

UMA BOMBA NO PLANALTO

Do jeito que as coisas estão indo, com as descontentações gerais, vão fazer uma revolução no Brasil, tal é o descontentamento da população, vão colocar uma bomba no Planalto, explodir aquele símbolo do poder, e também outra bomba no Senado, e outra, ainda, na Câmara. É muita corrupção.
Não duvido nada que aconteça isso, pois o povo está sendo feito de idiota, na cara dele, e essas instituições estão podres, fedendo, e não podem mais continuar. Tenho certeza que esse momento é o momento certo ou para uma revolução, ou para um golpe. E se os militares voltarem? Se afirmarem que a Democracia falhou, e que não podem deixar a nação entregue aos ditames do estrangeiros, acabando com suas riquezas e minorando suas instituições, vendendo a Amazônia à sanha das grandes empresas, e deixando os pobres mais pobres ainda?Eles fazem leis para facilitarem seus desmandos, como se o Brasil fosse um bordel, e que tivesse mais privilégios quem der mais dinheiro. A lei é uma prostituta que não para de abrir as pernas, toda enfeitada por fora, podre por dentro. É o Brasil que não manda mais nele, mas tem centenas de cafetões.
Estou sentindo que algo grande vai acontecer; não posso dizer,como alguns, que vão tirar Dilma do governo, como fizeram com Collor, mas pode ser que façam outra coisa dessas.
A verdade é que grupos de direita acusam o PT de querer dar um golpe no Brasil, de torná-lo um país comunista, como denunciou o blogueiro Julio Severo. Mas, por outro lado, pode ser que a direita também esteja planejando dar um golpe, com a ajuda, quem sabe (aí entra a teoria da conspiração) dos Maçons, Rosacruzes, Iluminatis, etc. Sabe-se que eles tomaram parte nas Revoluções Francesa e dos EUA, e também no Brasil. Nem tudo que dizem na internet sobre esses grupos, é mentira, e nem tudo é verdade; sabe-se que eles existem mesmo, e que agem nos bastidores. Muitos políticos fazem parte nessas organizações, e muita gente poderosa, donos de empresas, de transnacionais, que, por detrás das cortinas, influenciam a política do Brasil e do mundo, dando a ilusão à gente de que tudo se resolve democraticamente.
Quem vai desencandear esse processo? Algum grupo extremo? Algum partido político? Quem sabe?