sábado, 13 de dezembro de 2014

A COLUNA PRESTE E O PAÍS MARAVILHOSO


Li, num períodico de Recife, sobre os 90 anos da Coluna Prestes, que andou mais de 25 mil quilômetros pelo Brasi afora, lutando contra o presidente Artur Bernardes, que comandou o Brasil em estado de sitio.
Só vim a conhecer esse camarada depois que estava na 6 série; gostei muito de conhecer esse camarada, e sua história. Sofreu muito, mesmo com um contigente de mais de 1500 homens, que lutavam com ele, e venceram muitas batalhas contra  o presidente Artur. É, ainda hoje, considerado um herói pelos comunistas, e um vilão, pelos de direita. O Tenetismo foi mesmo um movimento forte, começando em 1924, com Prestes de um lado, e Costa, de outro. Os gaúchos unidos com os paulistas. Dizem que essa coluna se encontrou com Lampião, passando pelo Nordeste, mais precisamente Alagoas e Pernambuco.
O que me faz lembrar muito dele, é que fez um discurso no Treze de Maio, centro do Recife, e também na praça de Beberibe; quase ninguem sabe disso. Fiquei sabendo por que li sobre  Gregório Bezerra, num livro intitulado "O Caso eu Conto Como o Caso Foi,de um comunista muito conhecido aqui em Pernambuco; Gregório era um comunista do exercito, que, por causa de suas ideologias, ficou preso na Casa da Cultura, e na antiga SSP, na Rua da União. Ali aconteciam muitas torturas, segundo li nos livros.
Foi depois um comunista inveterado, tendo conhecido, na URSS, Olga Benário, com quem teve um filho, e se escondeu por algum tempo no Brasil, tendo sido denunciado por vizinhos seus, e levados presos pela polícia  do senhor Getúlio, que em nada diferia de Mussoline ou Hitler, pelo menos na forma do governo, a Constituição Polaca.
Então, contrariando a própria lei brasileira, Olga foi mandada para os campos de extermínio do animalesco Hitler a maior besta que existiu na terra, pai de todos os racistas, onde morreu, pois era judia. Getúlio não perdoava Prestes, talvez por saber da história dos judeus, que Deus amaldiçoou por causa da quebra da aliança entre ele e esse povo, prescrito no Pentateuco, e por ter rejeitado a Jesus, prometido ao mundo desde os tempos eternos, conforme fala a Bíblia; e desde Tito, espalhou-se de vez pelo mundo, cumprimento das profecias de Jesus, em Mateus 24. Deve ter sido por isso.
Desse modo, o golpe, no qual Luis fracassou, na tomada do poder pelos comunistas, ajudados pela URSS; "os comedores de crianças" não puderam governar o Brasil, e trazer a paz e felicidades eternas, e transformar o país num paraíso, melhor que   a maravilhosa e perfeita União Soviética, onde nunca morria ninguem por ficar contra o regime, nem ia para campos de concentração, onde existiram dois lindos governadores, Stálin e Lênin, que nunca deram nem uma tapa em ninguém. Que pena que não deu certo o golpe.Hoje, seríamos um país maravilhosa, melhor que na Utopia de Morhus.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

ALGUMAS NOTAS DO SOLO DE CLARINETA


Jamais pensei que fosse saber tanto do escritor gaúcho Érico Veríssimo, pai do também escritor Luiz Fernando Veríssimo. Solo de clarineta é esse livro que li dele. Um ótimo livro para ler, faz coom que conheçamos pormenores de sua vida, como sua cidade, os movimentos sociais, como o Tenentismo, seus relacionamentos com as namoradas, sua timidez....
O que achei bem interessante foi o fato de que ele usou muitas vezes pesoas de suas próprias família para compor alguns personagens de Clarissa, e da trilogia O Tempo e o Vento, dando detalhes bem interessantes dessas suas composições; todo escritor deveria ler livros como esses, pois são dois volumes, lançados pela editora Globo (1976). Ele ficava trabalhando como sócio em uma fármácia com um amigo seu, mas se preocupava mais em escrever do que em trabalhar, tendo prejuízo. em todos os lugares em que trabalhou, não deixava nem de ler e nem de escrever, como um vício que tinha; isso nas primeiras décadas do sículo ppassado.
Lendo esse livro, viajei pelos seus relatos, imaginando como era interessante viver naquela época de poucos recursos, mas que não deixavam de aproveitar as coisas boas da vida.
Sua mãe era uma mulher trabalhadora, costureira, e seu pai, um boêmio sonhador, que só pensava em mulheres e bebidas, deixando de aproveitar as oportunidades boas da vida.
Era uma vida sofrida, e tudo que ele passou foi usado nos seus livros, nos seus personagens. A gente tem a impressão que o escritor inventa aquelas coisas do nada, mas tudo tem base no que ele vive, em seus parentes, nas pessoas que encontra. O capitão Rodrigo da trilogia falada, foi com base em um tio seu, que vivia às voltas com a revolução da época.
Ele não se formou, mas quando foi chamado para trabalhar no escritório da União Pan-Americana, em Washington, no lugar de Alceu amoroso Lima. Queriam ele de todo jeito; ele foi.
Gostei bastante da sinceridade que ele fala da sua vida e de sua região, e como chamou de fantasiosa a história do rio Grande do Sul, que ele ão gostava, por isso escreveu a trilogia acima referida. Foi mais verdadeira que a história escrita e ensinada nas escolas de seu estado.
Em algum ponto do livro ele conta coom detalhes porque teve que matar o capitão Rodrigo, o que entristeceu muitos leitores, tamanha a sua influência neles. Era como se fosse irmãos deles, seis leitores muito se indentificavam com esses personagens tão marcantes.
Em Washington ele conheceu muitos escritores, músicos, pintores, fez amiades marcantes, e foi um dos períodos menos criativo para ele; mas o salário era bom. Aquilo mais servia para manter o poder americano sobre o continente do mesmo nome, mas nada, iludindo os governos, mas mantendo controle sobre eles, muitas vezes sem eles mesmos saberem. Era apenas uma fantasia para enganar os sulamericanos. Guerra Fria também.
São muitos detalhes, muitas viagens que ele fez, inclusive ao Peru, onde ia resolver problemas relacionados com a política, mais do que com a cultura. Como disse, o livro é uma viagem. Não tive aqui intenção de dar detalhes ou fazer um retrato dele, mas apenas tergiversar. Para mais detalhes, leiam esses livros.Vale a pena.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

AS CRÔNICAS MACHADIANAS: LENTES POTENTES DE UM ESCRITOR NEGRO


Fiquei mesmo admirado com o que li desse grande escritor brasileiro, fundador da Academia Brasileira de Letras. É um dos maiores escritores negros do Brasil, apesar do muitos o considerarem branco;  se fosse, daria no mesmo, continuaria, para mim, um grande escritor. Mas, às vezes, acho que nem ele mesmo se considerava negro. Muitos dos seus admiradores  ainda pensam assim, pois se começarem a se conscientizar que ele era negro, muitos deles, suponho, deixarão de ler esse grande escritor, por isso se “iludem” dizendo que ele era branco, ou insinuam isso, ou passam a mão por cima. Sei lá.
Meus professores do Ensino Médio jamais disseram que ele era negro, pelo menos boa parte deles. Mas era negro, ao lado de Gonçalves Dias e  o Cisne Negro, o maior poeta de Santa Catarina, Cruz e Souza, discriminado até hoje, e um dos maiores poetas do Brasil.
Mas o que quero falar é que li umas crônicas desse gênio, num livro cujo título é Bons dias!(1990, Unicamp),onde se lê várias crônicas deliciosas, tendo como tema assuntos os mais diversos possíveis, desde assasssinatos até noemeação de ministros, eleição, Guarda Nacional, adultérios, nada escapava à sua pena.
E fui lendo algumas, conhecendo como era o rio de Janeiro da época, como vvia o povo, os costumes, as comidas, a que horas era o almoço, o jantar... Elas servem para quem quiser conhecer a época em que ele vivia escrevendo, pois as crônicas, ali datadas, variam, no tempo, desde 1888 até 1889, quase que diariamente.
A hironia que Machado usa nos romances e contos maravilhosos, como Dom Casmurro e o conto O Alienista, são da mesma forma geniais, toque de mestre. Que negro talentoso, Machado! E ainda dizem, na época de hoje, que somos uma classe inferior. E ele foi autodidata!
E quando, nas crônicas, ele se dirige aos leitores? Admirável escritor. Percebe-se que essa sua verve era algo natural, como quem respira. Discordo de certos professores que dizem que não existe dom, mas a pessoa pode ser treinada a aprender o que quiser fazer, e se tornar um grande músico, escritor, físico, pintor... Conversa!  Machado era um negro de um talento natural, fluiam, seus escritos, como ribeiros límpidos. Essas pessoas que dizem isso, deveriam ser grandes em alguma arte, já que se forem treinados, conseguem. Discordo deles. Machado era um talento nato.
Sua pena era uma câmera potente, que via a sociedade de forma crua, sem disfarce, descrevendo a sociedade de seu tempo, fazendo alusões a fatos hostóricos, a imperadores, como Napoleão, a escritores antigos, como Cícero, à cultura grego-romana; isso tudo nas suas crônicas, algumas delas. Mas segundo Massaud Moisés (1967) a crônica tem em si mesmo o germe da pouca validade no tempo. Se eu pudesse discordar dele (mas não posso, sou um ninguém)diria que as crônicas de Machado têm grande valor para se conhecer, tanto a ele, como sua época, e, por isso, não creio que se perdem com os números dos jornais; aprende-se muito ainda lendo elas. Principalmente quem quer conhecer com mais detalhes a história do Brasil e do Sul. São mesmo enriquecedoras.
Recomendo ler esse livro; desculpem-me se não estiver, esse texto, de acordo com o que acham que deve ser um texto que discorra de um livro, pois gosto de prozear livremente. As amarras deixam-me sem inspiração, se é que tenho. Viva Machado, viva à negritude dos escritores brasileiros!


J.M. Lou

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

JORNALISTAS TABACUDOS


 Quem assisite a esse jornal, percebe o inusitado dos âncoras da emissora Globo, o Jornal Hoje, pela tarde. "Hilários" repórteres.
Evaristo e Sandra Annemberg riem de tudo, das coisas mais sérias às mais "engraçadas", parecendo dois tabacos lesos, meninões, como se toda desgraça que passa no programa fosse motivo de alegria e prazer; são os jornalistas leseiras, e um fica rindo para o outro, de forma que mais parece um programa de humor (um péssimo humor) do que um jornal. As notícias são todas filtradas, de forma que não dão nunca uma notícia completa, mas de acordo com o ponto de vista deles, ou do jornal.
Depois que eles mostram as praias do nordeste do país (fazem sempre isso), um fica rido para o outro, elogiando as praias; tudo é a maior alegria. Apresentadores tabacudos, parecem que estudaram mímica para apresentarem o programa.
Super tendencioso, eles não noticiam, mas procuram influenciar a população com coisas sem importância, sem relevância, como mostra chomski em um de seus vídeos no Youtube, vão roubando a inteligência dos brasileiros, principalmente o jornal da noite.
Antes que alguém me critique por "mesmo não prestando você assisti", quero dizer que não moro sozinho, e outras pessoas têm outros gostos. No entanto, aconselho a não assistirem muito esses programas tabacudos. Amem suas inteligências.

visaoabrangente.blogspot.com.br