sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ESSÊNCIA DIACRÔNICA

A língua não é estática, está sempre se transformando a medida que o tempo passa. Ela, aos poucos, vai tomando nova forma, constantemente de delineando.
Essa mudança não se dá só na estrutura da palavra, mas também na sua significação. Algumas vezes o sentido muda radicalmente, a ponto de não haver mais nenhum resquício do sentindo anterior. observe a palavra “adubo”, que antes siguinificava “tempero” e hoje ela quer dizer que é aquilo que se coloca na terra para fazer com que a planta viceje, cresça saudável,se reproduza com facilidade. Nesse caso a mudança foi radical. Antes queria dizer aquilo que dá o sabor, era diferente, então. Também, quando se dizia que o jantar estava adubado, queria-se dizer que já estava pronto, bem temperado. No português atual não tem mais esse significado. Isso quer dizer que o dicionário Aurélio, no seu primeiro significado dessa palavra, já está ultrapassado, fora de uso, portanto. Vê-se que o diacronismo é de suma importância no conhecimento e enriquecimento de uma língua, pelo menos para ajudar a entendê-lo. Ele mostra o caminho porque passou a palavra, a língua, e ao mesmo tempo ajuda a entender o significado de antes e também o atual. É de uma importância fundamental para os estudiosos. Ele mostra que o idioma está em constante metaformose, uma metarmofose enriquecida por outras línguas e também por outros mecanismos. Por isso, é errado quem pensa que a língua de um povo, nação, ou mesmo de um seguimento, é parada.
Na área da culinária têm-se registro desse diacronismo tão presente no português. A palavra agora de frol, com o tempo foi mudada para água de flor, agora com “l” em vez de “r”. Veja então como tem mudado. O termo mudou na estrutura, não no significado. Da mesma forma a palavra queygo ganhou ao longo do tempo a forma atual, queijo,teve, com o tempo, suprimido o “y” que fazia parte do antigo termo. Imagine o caminho que trilhou para que se chegasse ao modo de escrita vigente. Também antes, quando se queria pedir comida, por exemplo, ovo com clara e gema, pedia-se ouo cõ crara e gema; como mudou, não? Embora o significado tenha permanecido, a escrita mudou. Note-se que a palavra que se escrevia “crara”, não clara, como atualmente. Quer dizer, nem sempre as palavras eram escritas como na forma atual, pelo fato de, no latim ou no original ter sido assim, mas deve-se atentar para essas mudanças que sempre houve e haverá na língua. É assim que a língua vai se enriquecendo, adquirindo novas formas, absorvendo novos termos, sugando tudo à sua volta. Ela tanto adquire como perde termos, isso é a dinâmica da língua é o que é  interessante nela. Essa perda ou ganho pode ser no começo, no meio ou no final, respectivamente aférese, síncope ou apócope. Quando ganha, no início é chamado de prótese, epêntese no meio, e paragoge no final. Percebe-se, mais uma vez, com isso, o dinamismo e vivacidade do idioma, como se chega a isso, como vai se delineando , tomando formas, novos caminhos, ao longo dos séculos. Veja também a variação gráfica da palavra manteiga, as formas que possuía. Antes já se escreveu mãteiga, manteygua, mamteigua. Do mesmo modo era com a palavra receita, escrita antes como receyjta, rrcejta, portanto, um pouco diferente da forma de hoje. Esse é um dos exemplos da variação terminológica gráfica, uma das formas de mudanças mais abundantes da língua portuguesa. Uma língua que foi derivada do latim, que por sua vez absorveu muito das línguas faladas pelos bárbaros, é natural que tenha toda essa variação. Não só por essa forma, mas por palavras ao idioma incorporadas através das invenções que tem acontecido por séculos, como o termo middleware = hardware; corner = quiosque; check-up = checape.
Cada vez mais os séculos passam, as cidades crescem, e se constroem mais e mais, termos novos vão se incorporando, e as mudanças vão se acentuando. O idioma é algo vivo, muito dinâmico.






terça-feira, 21 de setembro de 2010

ELE ERA DO DEOPS!

Devido ao trabalho que faço, tive que levar um policial civil a um escritório. Começou a conversar sobre algumas coisas. Política, se não me engano. Deu uma opinião sobre Lula, sobre os políticos de modo geral, e mencionou o nome de um prefeito e um deputado, os dois da nossa Região Metropolitana. Falou que o tal prefeito que na época governava Recife “era muito anarquista na época da Ditadura. Disse que as coisas estavam muito fáceis hoje. Teve saudade da época de chumbo. Logo eu, que detesto esses militares que fizeram todas essas barbaridades na época da Ditadura. Como cidadão eu fiquei contra a opinião desse policial.
O DOEPS (Departamento Estadual de ordem Política e Social), DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações), e o famigerado CCC (Comando de Caça aos Comunistas), mataram muita gente, principalmente os estudantes, que, motivados pela UNE (União nacional dos Estudantes), protestaram terrivelmente contra os militares, algozes dos brasileiros até 1985, quando terminou a Ditadura no Brasil, detonada em 1964.Eu, que sempre lia matérias sobre esse período negro de nossa história, sempre tive vontade de saber quem eram esses tão temidos policiais do DEOPS. Aconteceu mais do que isso, eu me deparei com um, cara a cara e me contando as atrocidades que fazia. Disse que deu muito na cara desse tal prefeito, que já foi deputado em nosso estado. Falou de um senador, que aonde vê esse tal policial, balança a cabeça para ele, como quem diz que não esqueceu de nada do que ele fez. E ele me contava essas coisas sem um pingo de remorso. Falou de outro senador, que fazia, na época, o que era comum, por causa da Guerra Fria: jogo duplo. Se metia no meio dos estudantes e alcaguetava os amigos aos policiais do DEOPS. Que covarde! Ainda bem que não voto mais nele faz tempo– não sabia desse vício dele – por sua frieza diante dos problemas sociais de nossa sofrida população. Agora ele faz parte do recém-criado DEM (Democratas), partido que está cada vez mais ganhando nome, imitando os americanos, que há muito tempo têm um partido com esse nome.


pessoa do DEOPS durante a Ditadura
Fiquei imaginando quantas maldades aquele homem deve ter feito, o ex policial, quantas mães deixou sem os filhos, e quantas ficaram viúvas. Pouca gente sabe que no antigo prédio da SSP morreu muita gente sob tortura. Muita gente sofreu agruras ali. Essas histórias são escondidas da maioria da população. Quem quiser saber mais detalhes, leia um livro chamado “O CASO EU CONTO COMO O CASO FOI– DA COLUNA PRESTE À QUEDA DE ARRAES”, de Paulo Cavalcanti, editora Alfa-Ômega e “1968, O ANO QUE NÃO TERMINOU”. Muito bons. Na Casa da Cultura, que já foi uma prisão, houve muitas torturas e mortes também. Eu ia citando o que me lembrava desse livro que referi, e o dito cujo ia confirmando tudo. Parece que um remorso corroía a alma dele, fazendo-o ter necessidade de contar o que fez, como um vômito da alma. Cheguei a ter um certo medo desse senhor, de mais ou menos uns cinqüenta e poucos anos, talvez. Prosseguimos viagem com ele contando as coisas referentes ao seu tempo de policial civil do DEOPS. Disse que deu muito na cara desses políticos, dos quais fiz menção. Ele, ao mesmo tempo que aparentava um certo arrependimento (aparentava, repito), falava do seu tempo de torturador com uma frieza mordaz. Que sujeito!
Eu queria perguntar mais, saber mais detalhes, mas acabei desistindo da idéia. O ambiente não era muito propício a isso. O que sei foi dos livros e revistas que li. Nunca tinha conversado com um sujeito desse antes. Conversei com uma vítima, certa vez, mais ele não disse muitas coisas, só fazia uma referência por cima. Só falou para mim que conhecia o tal Cabo Anselmo, o traidor. Não lembro da fisionomia dele, só desses sórdidos detalhes daquela alma tão atribulada. Espero que esse policial um dia encontre a Cristo, o único que pode livrá-lo do tormento em que ele vive.

ESSES PROGRAMAS POLICIAIS

Fico assistindo esses programas policiais e pergunto se eles são úteis mesmo. Passa muitas coisas interessantes, mas às vezes chega a ser vulgar demais. Chego a ter a impressão que só quem sofre, morre, é ridicularizado, sãos os pobres; o número, em sua grande maioria, são de pobres. Os repórteres até chegam a se aproveitar da ingenuidade de alguns. Ás vezes quando um ladrão é preso, os repórteres chagam a armar uma arapuca verbal para eles, que chegam, às vezes, a confessar os crimes de que são acusados.


O do canal 4 é feito pelo antigo repórter do Programa quer era feito por Jota Ferreira, Sérgio Dionísio. O estranho é a pessoa assistir na hora em que está almoçando. Que mistura nefasta. Há um quadro denominado “A Turma do Baracubaco”, um quadro engraçado, que chega mesmo a ser muito hilário. Geralmente é sobre reclamação sobre algum descaso da prefeitura ou o governo sobre um serviço prestado à população, sempre levando para o lado engraçado, “tirando onda com tudo”. No dia treze de Dezembro, eles passaram uma reportagem sobre uma mulher solteira, muito querida pelas crianças da localidade, denominada de “Princesa”. A mulher aparentava ter uns 43 anos, mais ou menos. O repórter foi lá e ficou conversando com ela. Perguntou sobre o que ela queria, o tipo de homem que ela sentia atração, etc. a mulher era muita engraçada, com jeito de humorista. Se alguém a contratasse, não faria feio. Foram até à casa dela e fizeram uma filmagem dentro. A as calcinhas da mulher eles mostraram; pior de tudo foi uma foto que mostrava ela só de calcinha e sutiã, deitada em cima do sofá. Isso às 12:40 da tarde! Brincadeira.

Por outro lado, eles divulgam o que está acontecendo na sociedade, o que a polícia está fazendo, se bom ou ruim, etc. só não gosto quando eles ficam fazendo apologia a essas misérias, como que gostando de mostrar todas as desgraças do mundo. Como será que esses apresentadores lidam no dia a dia? Eu sei que essas pessoas que trabalham na televisão (principalmente fazendo esses tipos de programas) fazem terapia, conversam com psicólogos e psiquiatras para que eles não tenham um “treco”. Acho que eu não agüentaria fazer esse tipo de coisa; na terceira ou segunda semana trabalhando assim, eu deixaria esse emprego. É triste você ficar lidando o tempo todo com essas coisas nefastas, grotescas, que só trazem tristezas e agonia para a gente. Há casos que você pergunta se a pessoa que fez tal maldade é ser humano mesmo, de tão ruim que são.

Sérgio Dionísio até que leva jeito para essas coisas; pensei que ele seria um fiasco com apresentador, mas não, apresenta com certo cinismo, lembrando o apresentador do canal 2. Será que iria fazer falta se esses programas se acabassem? Talvez sim. De alguma forma eles fiscalizam o serviço público, além de divertir alguns. É isso aí.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

FILOSOFANDO

" O QUE É JÁ FOI, E O QUE HÁ DE SER TAMBÉM JÁ FOI."


SALOMÃO

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

VIAGEM


Cada vez mais estou gostando do curso de Letras. Devia mesmo ter entrado antes, pois é algo que me atrai bastante.Maravilha. Só a cadeira de Literatura vale a pena. Eu viajo!!Navego mesmo!!Se depender de mim, vou mergulhar nela todinha, de cabeça. Verei até onde vai me levar.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O MONITOR DE INFORMÁTICA

Quem ver o monitor de informática merece ganhar um prêmio: figura rara essa. Desde que as aulas começaram ninguém consegue fazer pesquisa na internet. Pelo que se sabe, ele recebe para isso, e se não comparece, pelo menos devia dar uma satisfação a todos do prédio. Estamos sendo prejudicados. O que se deve fazer é cobrar isso tanto da reitoria quanto de quem quer que seja que monitore isso. Não se pode negar isso aos alunos. O que se precisa e o que eles querem é um monitor presente,mais responsável.

O PRÉDIO FICARÁ PRONTO

Finalmente recomeçou a construção do prédio de Letras, há meses parado. Continuamos, nós, estudantes, esperando para que ele fique logo pronto. Será muito bom para todos. Há uma reinvindicação constante disso. Claro que ninguérm quer ficar o tempo todo no prédio pertencente ao setor de saude.  As aulas estão cada vez mais necessitando de estrutura para que fique mais aprazível estudar. Fiquemos de olho.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

SONHE!

SONHAR É PRECISO; SE VOCÊ PARAR DE SONHAR VOCÊ MORRE!ENTÃO VIVA.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

LUTA, PENSAMENTO E VOZ

A luta é pelos discentes
O trabalho é pela gente;
Nisso somos unidos,
Esse é o nosso partido.
Lutamos, eis nossa alegria,
NO D.A. de Pedagogia.


Buscamos mais respeito
Pelos nossos direitos.
Sob a capa da lei.
Reivindicamos toda vez
Que a ela causam agonia;
Somos D.A. de Pedagogia.


Lutamos, pois acreditamos
Com vigor, no que pensamos.
Nossa bandeira é ir pra frente
E sempre ser diferente
Sob o manto da ideologia
Do D.A. de Pedagogia.


Quem quiser, junte-se a nós
Para, numa só voz
Cantar essa canção.
Venha, companheiro, irmão,
Entoar essa melodia
No D.A. de Pedagogia.


homenagem aos meus antigos colegas do citado curso









quinta-feira, 2 de setembro de 2010

CLUBE DE LETRAS DA RURAL

Convoco todos os estudantes de Letras para formarmos o CELE (Clube de Letras da Rural). Nos reuniríamos pelo menos uma vez por mês para debatermos idéias, literatura,livros em geral. Os professores poderiam participar também, dando palestras ou dando aulas, se quisessem.Seria bom para todos os estudantes de Letras, de que horário for. Acho faria grande diferença. Aqueles mais aprimorados ajudaria os outros nos trabalhos, ensinaria os menos capacitados...Enfim, seria bom para todos.Quem se interessar, deixe aqui sua opinião ou adesão. Estou aberto a mais idéias.Poderíamos também debater algum texto escrito por nós, seja poesia, cronicas, artigos...Pelo menos mostrar cada um  o seu. Vamos lá.

CADÊ A FAIXA, REITOR?

Quem precisa atravessar a rua para vir à universidade, para o curso  de Letras e outros cursos, dá de cara com uma dificuldade que por vezes incomoda bastante: a falta de faixa de pedestre para atravessar a rua, na parada da praça de Dois Irmãos. Não dá para saber o motivo que levou a reitoria a esquecer de pedir ao Detran- Departamento de Trânsito- para que faça ali o que é mais lógico fazer, a faixa. É bom para quem chega no sentido cidade-subúrbio e no sentido Macaxeira-Dois Irmãos. Pedimos que o senhor Reitor da Rural olhe isso e resolva, faça essa petição, que será muito melhor para os estudantes. Evitará acidentes, desconforto, e quem sabe, alguma dor.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

GROTESCAS AVENTURAS NO OSVALDO CRUZ


Im memoriam

Tenho ficado com meu pai, esses dias, no HUOC (Hospital Universidade Osvaldo Cruz).Se tem uma coisa que eu não gosto é o tal do hospital.Quase ninguém gosta, nem os doentes. Meu pai foi operado há uns dez anos, no Memorial São José, em Recife, e precisou ficar internado no Osvaldo Cruz, por complicações no coração.Ele havia colocado ponte de safena, quando foi operado no hospital dito acima.Esse tempo todinho ele não teve nada, mas de um ano para cá, já foi socorrido umas três vezes.É muito chato, isso.
Foi numa sexta-feira que ele foi socorrido.Eram três horas da tarde.Logo depois que eu saí de casa, ele começou a passar mal.Eu já estava no centro da cidade quando ele foi aconteceu.Minha cunhada falou que meu irmão o levou para o Osvaldo Cruz. Ficou internado no mesmo dia.Minha irmã ficou o dia e a noite.Não teve nenhuma piora, graças a Deus.
O corredor que ele ficou tem o nome de José Ribamar.Nele, há muitos quartos e em cada quarto, no mínimo, dois pacientes.Há aqueles que tem quase dez pacientes, todos em condições críticas.No final, há uma UTI, onde se encontram alguns pacientes em estado quase terminal.Chamou minha atenção um que, há dias, não chegou nem sequer um parente para visitá-lo.Parece um desprezado.Os médicos não saem de perto dele um só instante. A maioria são estudantes sem nenhuma experiência. Ficam lá, como urubus adejando sobre a carniça.Os acompanhantes têm direito a três refeições diárias.Só comi algumas vezes, pois tenho um pouco de nojo dessas comidas de hospital.As acho nojenta demais.Pode ser exagero meu; pode ser que essas que a gente come nos restaurantes por aí sejam pior. Dizia um amigo meu que, quando ele trabalhava num restaurante como cozinheiro, fazia muitas comidas nojentas, como escarrar na carne, e os clientes ainda elogiavam por causa do sabor “gostoso” da comida.Certa vez fui ao refeitório do hospital e vi aquele caldeirão de papa, já no fim, pois não deu para quem quis, a comida.Não fez nenhuma diferença para mim, pois não comeria de jeito nenhum.Outras coisas, sim, mas papa e sopa, só em casa.Não gosto de comer nem em restaurante nem em hospital; nenhuma comida se compara à que a gente come em casa.Minha irmã também tem o maior nojo;prefere ficar com fome.Na hora marcada, entra uma mulher conduzindo um carrinho cheio de comida do hospital. Papa, sopa, café, leite, bolacha e pão.Tudo de uma vez não, claro. Lá pelas oito horas é o lanche:um copo de leite ou chá, um pãozinho e umas quatro bolachas cream cracker.A mulher que entrega, "tem uma cara muita fechada", como diria um dos pacientes a mim. Não dá nenhuma vontade de começar um diálogo com ela.Ela pergunta se queremos chá ou leite;aí, ela pega uma fatia de melão com as mãos lisas, sem nenhuma luva, e dá às pessoas.Achei este ato dela uma nojeira.Meu pai nunca come este melão, e nem eu. Às vezes, eu me pergunto se não sou "luxento" demais.Talvez não.Sou pobre, como todos sabem, mas não sou obrigado a comer toda porcaria que me dão. Às vezes quem ia era uma mocinha de seus vinte e poucos anos. Ela tinha uma aparência de adolescente.Quando eu fui ao refeitório jantar certa vez, eu a vi coçar as partes íntimas sem a menor cerimônia; depois, foi pegar na comida.O refeitório tem umas seis mesas compridas, com cadeiras de ambos os lados.Na parede, há uma tv e alguns quadros impressionistas ou expressionistas, não lembro mais;há também fotos de dois tubarões.Quando cheguei lá, ainda estava passando Malhação, na Globo. Havia cerca de doze pessoas comendo.Tinha arroz doce, pão, café, e sopa.Comi arroz doce, pão e café, foi o jeito; havia bolachas, também.Fiquei de alerta, para ver se não achava uma mosca, ou coisa parecida.Só não comi sopa, mas abri uma exceção para o arroz doce.Ou comia, ou a fome me assolava.Como detesto passar muito tempo sem comer, resolvi me submeter à “tortura”. Não doeu nada.A comida não estava suja. Orei e Deus santificou.Os doutores não chegam por aqui.É difícil vê-los.Pela manhã ainda aparecem, mas à noite, nem um sequer, a não ser que haja alguma emergência.Apenas na UTI; e estudantes ou residentes.O local onde meu pai ficou é conhecido com setor José Ribamar, ou Emergência II. Não pára nunca, há sempre enfermeiros e médicos conversando.Num local onde o silêncio é primordial, eles são os primeiros a quebrá-lo. Já três pacientes ficaram no quarto com meu pai.O terceiro é o pior de todos, não conversa com ninguém, nem sequer o acompanhante.Chatice!E mal-educados, que são!Cada tipo!Eu oro para que meu pai saia logo.Será um alívio para todos nós.
As visitas são às três horas; de quatro horas acaba.Tem um comunicado avisando que na pode entrar com comida, mas o pessoal sempre dá um jeito.Brasileiro é brasileiro.Há um basculante que abre para o pátio, por ele é que o pessoal entra com a comida.Ninguém impede a criatividade do povo.
Tudo que a gente passa em um hospital é um pouco traumatizante.O melhor é fazer de tudo para não vir para cá.Peçamos a Deus esta graça.Ele terá misericórdia de nós.


por J.Lou

A FAVOR DO ABORTO?!

Um Instituto pró-aborto fez dia desses, um protesto a favor da legalização do aborto, na Praça do Diário. Uma das mulheres participante do protesto segurava um cartaz onde estava escrito: “Até Maria teve o direito de decidir”, aludindo ao encontro de Maria e o anjo Gabriel, no capítulo 1 do evangelho de Lucas.



Ao contrário do que eles estavam pregando, a Lei proíbe essa prática, portanto isso é crime. Não dá pra ter solidariedade a uma pessoa que mata um inocente de uma maneira tão covarde, tão cruel. Pesquisa feitas comprovam que o bebê reage à tentativa de abortá-lo. Ele faz de tudo para preservar sua vida. Um médico abortista certa vez comprovou isso. Com uma câmera dentro da mulher, ele viu a luta da criança para não morrer. Desse dia em diante ele tornou-se um ativista contra o aborto. No salmo 139, na Bíblia Sagrada, Davi descreve de modo magistral a concepção. Diz ele que Deus viu seu corpo ainda informe; fica claro no texto que Deus tem um plano na vida de um recém-nascido. “A vida não é gratuita", como disse um teólogo cristão. Ele que dizer com isso que ninguém nasce por nascer, mas sim com um propósito divino, e esse propósito se cumpre na vida do homem quando ele dá lugar a Deus, quando ele tem Cristo na sua vida.

No panfleto entregue por eles, está escrito que muitas mulheres morrem por causa de um aborto mal feito. Mas só o fato de pensarem em fazer aborto já é uma coisa errada. E como! A vida do bebê não é uma extensão da vida da mãe, é uma outra pessoa, muito embora se alimente do que a mãe se alimenta. E isso não dá direito de, covardemente, a mãe decretar a sentença de morte sobre esse bebê. A inocência e a beleza desses pequeninos deveria ser suficiente para isso não acontecer com eles. Interromper a vida desses pequeninos, que ficam doidos para ver a luz do dia, é de uma maldade muito grande mesmo. A criança fica sem nenhuma defesa. Imaginem se a mãe de Beethoven (é sempre bom falar isso) fizesse aborto dele? O mundo deixaria de ouvir verdadeiras obras-primas de um mestre da música clássica. Jeremias, o profeta, Sansão, Jesus, foram escolhidos por Deus antes de nascerem. Além disso, os médicos dizem que o aborto traz sérias conseqüências para as mulheres. Muitas delas terríveis. Além de ser atrocidade digna de Hitler, Mussolini e outros, essa monstruosidade é um terrível pecado contra Deus. Ninguém tem o direito de tirar a vida de quem quer que seja. Esse direito pertence somente a Deus, o Autor da vida, o mantenedor do universo. É muita presunção do ser humano achar que tem esse direito. Até onde vai a arrogância do ser humano e desses movimentos inconsequentes? Com certeza nenhum deles iria querer que sua mãe fizesse isso com eles. Com certeza que não.
A decisão de a criança viver ou morrer não é nunca será do pai ou da mãe. A lei só permite em alguns casos. Estupro é um deles. Mesmo assim com restrição. Não é uma decisão livre, mas restritiva.
Um testemunho bastante forte contra isso foi o caso de uma norte-americana chamada Gianna Jessen, que foi abortada assim que ela nasceu. Vejam as próprias palavras dela no depoimento dado à Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, em 22 de abril de 1996: “Eu tenho 19 anos. Nasci na Califórnia, mas atualmente vivo no Tennessee. Fui adotada e tenho paralisia cerebral. A minha mãe verdadeira estava grávida de sete meses quando resolveu fazer um aborto por solução salina. Sou a pessoa que ela abortou. Mas, em vez de morrer, sobrevivi.”

“Felizmente o médico aborteiro não estava na clínica quando nasci às 6h do dia 6 abril de 1977”. Nasci imatura. A minha morte não estava prevista antes das 9h, altura em que o abortreiro deveria começar a trabalhar. Tenho certeza de que não estaria aqui hoje no caso de arboteiro estar na clínica, pois seu trabalho é matar e não salvar vidas.
Algumas pessoas presenciaram o meu nascimento: a minha mãe e outras garotas que estavam na clínica à espera do médico que faria o aborto delas. Disseram-me que isso foi um momento de histeria. Próximo estava uma enfermeira que chamou uma ambulância e transferiu-me para um hospital. Fiquei naquele hospital mais ou menos uns três meses. No princípio, não havia muita esperança, pois nasci pesando 900g. Hoje, já casos de bebês que sobreviveram pesando muito menos que eu.

Acabei sobrevivendo e saindo do hospital, sendo entregue a uma babá. A minha paralisia cerebral foi atribuída ao aborto.

Disseram à minha babá que seria muito difícil eu andar. Não conseguia sentar sem ajuda. Graças ás orações, à dedicação de minha babá e de muitas outras pessoas, consegui sentar sozinha, aprendi a engatinhar e ficar de pé. Comecei a andar com muletas pouco antes dos 4 anos. Fui legalmente adotada pela filha de minha babá, Diana de Paul, alguns meses depôs de começar a andar. O serviço de assistência social não permitia ser adotada antes disso.

Comecei a fisioterapia por causa de minha deficiência e, após quatro cirurgias, posso andar sem ajuda. Nem sempre é fácil. Algumas vezes caio, mas após cair durante 19 anos, aprendi a cair graciosamente.
Estou contente por estar viva. Quase morri. Todos os dias agradeço a Deus. Não me considero um subproduto da concepção, uma massa de tecidos ou qualquer um dos títulos que as crianças em gestação levam dessas pessoas . Não considero que as pessoas concebidas sejam isso.

Para defender a vida, a melhor coisa que posso mostrar é a minha vida. É um grande dom. Matar não é solução para nenhum problema. Mostrem-me que matar é a solução. Há uma citação nas parte de cima de um capitólio que diz assim: “Aquilo que é moralmente errado não pode ser politicamente correto”. O aborto é moralmente errado. Nosso país está derramando sangue de inocentes."

Toda vida tem valor. Toda vida é um dom do nosso criador. Temos de receber e cuidar dos dons que nos foram dados. “Temos de honrar o direito à vida.” Como Gianna, louvemos a Deus da vida dizendo também “não” ao aborto.

Absurdo também é o que está propondo os incisos I e II do artigo 5º da Lei de Biossegurança, o qual dará todo direito a esses aborteiros. O escritor Jeremias do Couto, no jornal Mensageiro da Paz de maio de 2008, página 18, comenta sobre esses incisos, dizendo que “se for aprovado, será uma porta aberta para o aborto.” Que desgraça! O ministro Carlos Ayres Brito, relator do processo, dá a entender que aprova essa idéia. Eis o que ele diz: “Vida humana, com personalidade jurídica ocorre entre o nascimento e a morte.” Claro que ele está errado. A partir do momento que os 23 cromossomos masculinos se juntam com o s 23 cromossomos femininos, dá-se o start. Vejam que maravilha. Apoiando a triste tese do ministro está a bióloga Mayara Zatz, que em entrevista à revista Veja, na primeira semana de março, também acha que os embriões de células-tronco embrionárias também deve ser manipulados. Dando assim poder a quem quiser fazer aborto. Segundo ele “não há possibilidade desses bebês nascerem”. Vamos ver como ele está errado: Vinícius, um pequeno menino sadio, permaneceu congelado durante oito anos até ser implantado no útero da mãe. Laina Bealeys, nos EUA, alegra agora a família dele. Ela passou 13 anos como embrião! Nasceu saudável. Há uma entidade nos EUA (www.embryadoption.org) que luta contra isso, o fato de descartarem os embriões. É uma prova de que os embriões congelados têm grande possibilidade de vida. Se embriões devem ser valorizados, imaginem uma criança no útero materno! É preciso que esses ativistas da morte vejam isso e se envergonhem. Está no mesmo patamar do Faraó, no Egito, que procurou matar todos os bebês machos, e também Herodes, que tentou matar Jesus. A aprovação de pesquisas de células-troncos embrionárias é uma porta aberta para o aborto.

Quando se escuta ou se lê os argumentos desses arboteiros, percebe-se o desprezo deles pela Bíblia, pelo cristianismo e por tudo que lembre religião. Não lembram ou fingem que não sabem que foi a Bíblia e o Cristianismo que valorizou a mulher. Desprezada tanto na cultura grega quanto na romana, a mulher não valia nada ou quase nada. A exceção foi a cultura egéia, onde a valorização da mulher foi maior que nas citadas acima. O Cristianismo começou a mostrar elas como tão importante quanto o homem. O evangelista Lucas registra que algumas mulheres serviam a Jesus; Paulo registra no livro de Romanos que algumas mulheres ajudavam em seu ministério. No livro de Efésios ele diz que os maridos devem amar as mulheres assim como Cristo amou a igreja. Vejam aí a importância que a Santa Palavra dá a elas. Também o Cristianismo tem influenciado muito na História da humanidade, e para melhor, na política, sociedade, enfim, em toda a História humana.


criança vítima dessa tremenda convardia
É por valorizar o ser humano que se deve ter repulsa a todo processo, influência, filosofia, que vá contra a instituição de que Deus criou e estabeleceu: a família, a valorização a vida, o amor ao próximo. Que a lei seja cumprida, que haja mais valorização da vida, e crescimento do bem na sociedade, pois é essa a vontade de Deus para o homem.

O ORGULHO DE SER HETERO

Esse mundo está cada vez mais louco. Fico olhando como as coisas estão mudando de rumo. O feio é bonito, e o bonito, feio. Mudaram mesmo os valores, COMO ESCREVEU Isaías. Ser certo hoje em dia não é uma boa coisa. O bom mesmo, para alguns, é ser devasso ou desonesto. É o que estão dizendo e pregando por ai, o orgulho gay. Mas Deus não se agrada disso. É contra os padrões ensinados em sua Palavra. Sodoma e Gomorra foram destruídas por causa disso.
Os grupos de homossexuais, se não me engano, da Bahia, faz, de vez em quando, passeatas pelo mundo afora, falando do "orgulho gay". O orgulho de ser depravado, feminino, mas são homens. Deus fez o homem com dois gêneros, um nasce macho, e outra, fêmea. Estava pensando nisso certo dia. Fazem-se passeatas proclamando por aí o orgulho de ser homossexual, por que não fazer uma passeata proclamando o orgulho de ser hétero? Seria uma boa. O orgulho de ser macho. Ser hétero é bíblico, pois Deus fez homem e mulher, e só. O que existe fora disso foge dos padrões bíblicos. Está escrito em 2 Coríntios 6.8,9,10, que os que fazem isso ficarão de fora do reino de Deus. Apocalipse também fala, no capítulo 22. Até cartilhas ensinando sobre esse terceiro sexo, iria ser aprovada, para serem ensinadas nas escolas, às crianças, mas a bancada evangélica foi contra, e isso não foi aprovado. Ainda bem. Devíamos fazer essa passeata, não acham? Os machos deveriam se unir em todo o Brasil para fazerem isso. Aqui, em Recife, se marcaria em um lugar, em Boa Viagem ou no Marco Zero, num dia de domingo. De preferência, um dia de sol. Antes, se convocaria todos que quisessem participar, através da mídia falada, televisada e escrita. No Face, por exemplo. Por que não fazer isso? Os homossexuais não fazem suas passeatas e têm o maior prazer em ser o que são? Podemos discordar disso. Ninguém é obrigado a gostar de nada que não queira. Cada um faz o que quer. Têm esse direito, mas não podem querer que todos achem certo. Vamos nos unir então para que possamos difundir o orgulho de ser hétero, viril. Vamos fazer isso, então. Somos héteros e nos orgulhamos disso. Precisamos difundir essa ideologia também, assim como eles difundem a deles. Isso também é defender a família e as crianças,e o casamento. Vamos tomar as praças com ousadia a nós inerentes; vamos lá, tenhamos pressa, é nossa oportunidade de mostrar o que é certo, natural, que é ser hétero. Foi isso que Deus criou, macho e fêmea. Esse é um orgulho que,  para nós, é muito caro, natural.
Iremos lutar a favor dessa ideologia, nessa cidade, com alegria e a certeza de ser o que nós pensamos. E somos de verdade. Ser hétero. Soa bem esse nome, não acham? Eu falo com muito gosto. Todos precisam também saber que existe um mundo além das fronteiras da ideologia dos narizes dos que pensam em colocar, goela abaixo, certa ideologia. É isso.