sábado, 28 de agosto de 2010

CORRERIA

Quem precisa pegar algum ônibus na terminal integrado, principalmente o de Camaragibe, sofre muito.Essa linha e a de Paulista, são as que mais levam passageiros. Como sofrem os pobres passageiros!!
L quando o ônibus chega ao terminal, não vai até a sua parada de costume, mas para um pouco longe dela, perto da entrada, pois os passageiros que lá esperam não ficam na fila.saem desembestados para pegar logo um lugar. parece uma guerra. não há o mínimo respeito pelas senhoras ou meninos, grávidas ou velhos. saiam da frente, se não morrem atropelados. dá medo. é algo parecido com aquelas touradas da Espanha, quando os bois saem atropelando todos pela frente. Absurdo.E isso acontece bem debaixo do nariz das autoridades.Uma luta. Aquelas trabalhadoras que saem do trabalho ainda tem que enfrentar isso tudo.Sofrimento.Imagine enfrentar isso todo dia?não há quem veja isso?
O povo não mais aguenta. É preciso fazer algo, ou a coisa vai ficar pior a ponto de ninguém mais aguentar.Aí, já sabe...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A BOA LITERATURA

   A aula de literatura está cada vez mais cativante. As dificuldades daqueles que não estão acostumados aos poucos vão se dissipando. Alguns estão com um pouco de dificuldade de assimialr certos conceitos literários. tudo é novo para eles. Literatura é um mundo a parte
   A aula sobre poesia nas mais diferentes formas abriu a mente de alguns. geralmente se pensa que a literatura está restrita ao livro ou ao formato das letras, ao ritmo, etc. Acontece que literatura está em tudo que possamos imaginar, em todos os tipos de arte, seja escultura,música, teatro, propagandas, prosa...Uma gama de outras coisas criadas e desenvolvidas pela humanidade. É abrangente demais. O que se precisa é ter sensibilidade para perceber onde há ou não literatura. É preciso acostumar-se a ela.As aulas do professor Fábio está definindo isso, dando a todos nós uma certa capacidade para entendermos melhor.Está se delineando o pensamento literário em nós. O gosto por essa forma de arte está ficando mais forte em alguns. Daqui a pouco aqueles que amam-na estarão amando mais, e aqueles que não amam estarão amando-na. É algo natural isso.
    Alguns autores que muitos acham que fazem literatura não o fazem. Pensam que fazem ou sabe que não fazem e enganam muita gente. A qualidade é essencial para a literatura; primordial até. Quando se fala de alguns autores que dizem ser bons, algumas pessoas não entendem ou discordam do professor. Pensam que ser bom é ser popular, ou ser ruim é ser desconhecido. Na Veja de uma semana de Agosto, há uma matéria sobre livros onde o autor diz que Dan Brown não é lá grande coisa como escritor. Fala de sua literatura como algo sem muito conteúdo bom. Apenas para divertir. Mas não é isso mesmo que acontece?
     Se depender do orientador que temos, vamos gostar da boa literatura, e só. Os que já gostam vão gostar muito mais. Mergulhar na boa literatura. conhecer as figuras de linguagens da poesia, da prosa, das aliterações...Temos um longo caminho a percorrer.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

LETRAS EM CONSTRUÇÃO

Dois anos. É isso mesmo, dois anos que esperamos que o nosso pre´dio termine de ser construído. Bastante tempo. ficamos ansiosos todo esses período, principalmente os professores.A vontade que todos têm é que a construção se reinicie logo. O tempo urge.
   o prédio onde hoje é dada a aula pertence ao departamento de zootecnia, que cedeu as duas salas ao departamento de letras, recém-criado e que já começo forte, bem estruturado, porém, sem o prédio. como isso faz falta.É como se estivéssemos deficientes, sem um membro nosso.parece exagero, mais é verdade. Os alunos estão gostando muito do curso, tem suas dificuldades, mas é bom. para torná-lo melhor, temos de ter o prédio, com toda a sua estrutura, como os outros departamentos têm os seus. Temos direito. queremos saber a razão de ainda não termos o nosso.A verba veio.Material tem de monte. Então qual a razão de ter parado?O que há por trás disso?
   O que deve ser feito pelos alunos é uma mobilização. Todos juntos escrevendo ao Reitor, seja uma carta, requerimento, abaixo-assinado, solicitação...O que não se pode é ficar parado, esperando pelo não sei o quê. Claro que não se deve querer fazer algo que traga desordem para o curso, mas algo que traga isso que tanto ansiamos: o nosso departamento.Lembremos das palavras do Vandré: "quem sabe faz a hora, não espera acontecer." Façamos. Lutemos. Soframos, mas que consigamos. A luta deve morar em nós.
    Dois anos não são dois dias. Tempo suficiente de ter construído logo esse prédio. Só queremos o que é nosso.Será pedir muito?Quem sabe o DCE  não nos ajuda?Seria ótimo. Unamo-nos então. Que o sonho se concretize.

sábado, 21 de agosto de 2010

OS LETRADOS

    Sem dúvida que as aulas nesse segundo semestre, na Rural, estão pegando fogo. Os professores não perdem tempo, estão a toda, fazendo com que percebamos que eles levam mesmo a sério o trabalho e prezam pelo bom conteúdo que passam através do ensino, que embora público, é de qualidade. E que qualidade!

   Os alunos de Letras não podem reclamar das aulas, elas estão acontecendo. O curso vai com a corda toda. Desde o primeiro dia, na recepção, que eles mostraram garra, vontade de que tivéssemos segurança, que esperássemos deles o melhor. A professora Sandra mesmo é uma das que mais passam para a gente ¬– pelo menos ela tenta– essa garra e amor que ela tem ao ensino. Quando os alunos se depararam com o programa de Lingüística, ficaram como que meio “chocados” com o que ouviram, devido à nova maneira de ver nossa língua que essa ciência nos passa.         Muito boa, por sinal. Espera-se tudo de bom dessa disciplina. A maneira com que ela nos passa o assunto é interessante. Ama o que faz. Pode ser cedo para falar ou dizer, mas é a primeira impressão que passa. Já a professora Valéria é aquela figura gentil e sorridente. Boa docente. Compreensiva. Se depender dela também faremos um bom curso, ao que parece. Todos gostaram dela. Pode ser que algumas coisas sejam chatas, mas no geral é tudo de bom. O professor Fábio faz lembra aquele professor do lindo filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, onde o mestre o professor rompe com a maneira arcaica de ver as coisas relativas ao ensino e abre uma nova perspectiva para a vida deles. Muito bom. O professor Fabio parece querer fazer o mesmo. Gosta de literatura tanto, que parece querer inserir esse gosto dentro daqueles que ainda não têm o mesmo gosto. Está mostrando ter muita vontade de fazer isso. Uma aluna disse, durante uma aula, que “não estava entendo nada”, pois não estava acostumada a lidar com esse tipo de coisa. Aquelas obras consideradas por muitos, “espúrias, quase que não tem vez. O mestre prima pela qualidade. Quer nos dar o melhor. Tem todo o apoio da turma. Para quê perder tempo, não é mesmo? A aula que ainda não tivemos foi de informática, que por força maior não chegou ainda.brevemente a veremos. Os alunos estão ávidos para utilizarem o laboratório para as suas pesquisas. Seria mais cômodo se fosse lá mesmo no prédio e não no CEGOE, como se cogita que será lá.Pena, pois fica longe do prédio de Letras. Será que ainda não deu para consertar os micros depois do incêndio que houve?Ou terá sido a instalação?não dá para saber.
   Teve-se a melhor impressão possível, tanto dos professores quanto das aulas. A qualidade é muito boa mesmo. Professores idem. Pelo que se pode depreender, o namoro vai ser longo...










sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O DCE

Sem dúvida o DCE tem desenvolvido um belo trabalho em relação aos direitos dos estudantes da RURAL. As lutas, as conquistas, falam que o trabalho deles é muito proveitoso. A primeira vez que o pessoal do DCE foi na sala de Pedagogia, se apresentar, causou boa impressão. Um deles pertencia ao D.A. de Pedagogia, embora não fosse muito freqüente a interação com os discentes desse curso devido a outros fatores que impediam isso.


Durante a aula inaugural da segunda entrada, houve uma manifestação contra a atual diretoria do DCE, acusando-a de ter sido usurpadora do poder, traidora dos ideais estudantis. Os novatos ficaram sem saber o que fazer em relação a isso, não entenderam. Quem já era aluno pelo menos a uns meses atrás já percebeu boa parte do que estava sendo feito, a razão daquilo. E os novatos? Na classe de LETRAS mesmo ninguém entendeu nada. Há certa vontade dos alunos de saberem a verdade dos fatos. Essa luta é algo desconhecido para alguns que chegaram agora. Seria bom se o DCE fosse de curso em curso explicado o que realmente aconteceu, para que isso fique de uma vez esclarecido. Seria mais transparente, ficaria mais confiável para todos. Se o DCE quiser que os alunos novos confiem nele, é preciso ser mais transparente – entendam que eu disse “mais”, e não que ele não é transparente.


Nota-se que os que fazem o DCE têm um grande espírito de luta. Há uma história em torno Disso. Desde a Ditadura que esse grupo está envolvido na defesa do estudante universitário. A questão aqui é que se houvesse uma forma melhor de se chegar aos novatos faria uma grande diferença. Em minha classe comenta-se bastante isso.


Cibele, que é do quadro do DCE, é uma garota que está sempre com sua ideologia, procurando envolver todo mundo na sua nela,na sua forma de pensar e isso é bonito. Deve-se acreditar nisso e levar a outros, envolvê-los também na luta. Agora vê-se uma certa lacuna e sente-se que algumas vezes o DCE fica ausente um pouco, pelo menos de algumas áreas, por exemplo, quando deixa de visitar certos cursos,quando passa muito tempo ausente, os alunos falam disso. Muitas vezes depara-se com isso em nossa universidade. Os professores mesmo dão o maior apoio a isso. O curso de Letras mesmo está com dificuldade para ter aula de informática, pois a estrutura está com certa “dificuldade”. Está aí mas uma informa do DCE ajudar o pessoal de Letras.Sei que eles podem fazer isso. A sala de informática da área de química é umas das melhores que tem na Rural, bem estruturada. Os computadores são novos e rápidos. A sala bem ampla. Seria bom se também Letras tivesse isso. No que depender dos alunos, isso será feito. Espera-se que também o DCE apóie essa luta. É isso aí.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

SEJAM BEM VINDOS CAROS ALUNOS!

O plenário estava cheio na aula inaugural da segunda entrada da UFRPE. muita gente. O salão estava bem colorido. Cheguei por volta de 19.15 h e fui logo sentando.Encontrei uma colega, sentei perto dela e conversamos um pouco. Mesmo cansado estava muito curioso para participar dessa aula inaugural, pois nunca havia participado de uma. O burburinho de vozes contagiava quem lá chegasse.Havia um quê de efervescência no ar, uma curiosidade e mesmo uma alegria  pelo que viria. Éramos os vencedores, os que conseguimos nosso lugar ao sol. Dentre 45  milhões de pessoas que fizeram o Enem ano passado, conseguimos alcançar o objetivo: entrar numa universidade pública e de qualidade.
O mestre de cerimonia avisou por umas duas vezes que breve o magneficente reitor viria dar as boas vindas a nós. Esperamos. Minutos passam.Quase meia hora depois ele entra e é aplaudido pela maioria de nós.
Na tribuna havia também ainda um representante do Diretório Acadêmico e do DCE, que foi vaiado quando foi-lhe dado oportunidade para falar. "Traidor, traidor", gritavam perto de mim. Não fiquei sabendo a razão pela qual o chamavam assim. O que ficou claro foi que estavam descontentes com ele. De certa forma não ficou bem, pois isso foi um tanto antidemocrático. Que vaiassem, mas nem tanto. O D.A. de Pedagogia esteve presente e fez a festa também. Foi mais educado. Mais comportados. Mostrou mais respeito. O protesto ficou por todo o tempo que houve a aula inaugural.Os mais antigos continuaram vaiando também o presidente do DCE de Garanhuns, que veio nos prestigiar e também falou. Um belo discurso, melhor que o do DCE daqui, que mostrou nervoso, mas apesar disso manteve a pose de bom moço- não quer dizer que ele não o seja. A fome já estava me massacrando quando minha amiga me ofereceu um pedaço de bolo e tive paciência para ver a apresentação do grupo de afoché da rural.Cantaram vários hinos em louvor às entidades do Candoblé do qual fazem parte. Alguns dançaram, outros ficaram à parte. O que me pareceu o líder do grupo fez uma espécie de desabafo lá, fazendo, indiretamente, uma crítica à administração do reitor, que estava perto dele e parece que não gostou nadinha disso. Concordei com algumas coisas que ele falou sobre "colorir mais a universidade pública". Claro. Ele quase que não deixava a tribuna;gostou de estar ali. Pareceu-me uma pessoa que assume o que faz e o que é.
Na entrada do plenário uns estudantes de esquerda- ou o que restou dela- vendiam uns livros sobre Che, Fidel, Lêni e outros, transvestidos de vermelho, um vermelho vivo, pregando suas doutrinas e respirando revolução, mesmo uma revolução silenciosa, como barris de pólvora prontos para serem explodidos na primeira oportunidade que tiverem.
O DCE é um pessoal politizado, com umas ideias próprias sobre política, sobre revolução, que gosta da luta de brigar
são discípulo de Bakunim.Conseguiram algumas coisas para o benefício dos estudantes, como refeição de graça para os alunos pobres, e também a volta do restaurante universitário, como acontece em muitas universidades do Sul e de outras do Nordeste. Eles têm boa intenção, mas algumas vezes exageram. Normal. Têm ajudado muito aos discentes.
Ao término da aula fomos -faço Letras- para as classes. Na de Letras havia uma saborosa refeição nos esperando. Comemos à vontade. Alguns professores falaram e nos receberam com alegria, falando bem da faculdade e do curso. "Aproveitem bem", disseram eles.  "vocês são uns privilegiados. Curtam bastante esse curso". Curtiremos.