quinta-feira, 29 de abril de 2010

QUE BREGA MAIS BREGA

Quando escuto certos bregas- estilo vigente-, fico pensando nas letras vazias da maior parte deles. Não dizem nada que se aproveitem, mas fazem só apologia à prostituição, vioência, barbárie, coisas vazias.Pior que isso é quem escuta, quem gosta dessas letras tão mal feitas . Não que todos sejam de má qualidade. Há aqueles que são apreciáveis (para quem gosta), mas a maioria não vale a pena. O pior de tudo é a pessoa ter de escutar a pulso, quando se tem um vizinho mal educado que coloca o som nas nuvens. Parece que quer obrigar a gente a gostar do que ele gosta.
Imagine o que é um brega com uma letra dizendo que vai ser gentil quando a garota for virgem; ou aquele que diz que traiu o amigo, mas que não pôde evitar. Isso para falar dos mais "certinhos". Absurdo. A maioria deles beira à depravação, ao vulgar. Se fosse uma música da MPB, talvez ninguém discordasse delas,  pode ser que gostassem - se não todos, pelo menos alguns-, pois geralmente têm letras mais aceitáveis. Além do mais, muitas vezes, não existe nem ritmo nem mesmo concordância nas letras deles. Poderia, pelo menos, haver isso. Com certeza uma pessoa que goste de coisa de qualidade não gosta desse tipo de música.Seria bom que esses compositores, não todos, tivessem mais conhecimento de ritmo musical, de português, o básico. Esses bregas seriam mais ouvidos.







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terça-feira, 27 de abril de 2010

LATA DE SARDINHAS

Toda vez que vou pegar ònibus eu fico observando o fluxo de gente no Terminal de Macaxeira.Quanta gente lá.Absurdo.Os veículos chegam e as pessoas vão a ele como se suas vidas dependessem disso.Com uma vontade louca de sentar logo, de pegar lugar, mesmo que atropele alguém.Ganância.Desrespeito.
O horário pior é o das 16h às 19.30h. Absurdo.Como pode alguém agir como animal pelo simples motivo de querer ir sentado em um veículo de transporte publico.O pior de todos é o que vai para Camaragibe.Primeiro  quando passa na Universidade Rural, chega lotadíssimo, não sei como ainda para. Os estudantes ficam se sentindo como sardinhas enlatadas.Muita gente, um empurrado, o outro afim de ocupar um lugar, mesmo no aperto. O calor, a pressão, o empurra-empurra que chega a angustiar a gente por nao ter carro para se livrar disso.Nessa hora é que se deseja ter um carro;  a inveja dos burgueses nos vem logo à tona. Quando ele chega lá no terminal, o suplício é de quem está na fila, que, diga-se de passagem, é enorme. Como o ônibus tem três portas, a fila não fica somente em um lugar.Há outra "fila" para as portas do meio e na detrás, que é onde acontece a selvageria. em todos os ônibus dali acontece isso, mas nenhum se compara ao de Camaragibe. O que chega perto é o da BR 101, que vai para o
Barro. só anda muito lotado, mas em menos proporção. Tanto que a Globo esteve dias desse filmando por lá, mas não chegou a demorar muito nessa parada.Filmou por muitos minutos o  mais movimentado.Certa vez quase derrubaram uma mulher com sua criança. Não se importaram com nada disso.Parecia que era um animal ali na frente deles. O fato daquela senhora estar com uma criança não teve nenhuma relevância para aqueles indivíduos. É de ficar chocado, revoltado, triste, tudo de uma vez só. As autoridades não estão nem aí para isso. eles não andam de carro. Fazem aquele planejamento de modo que o povo que se vire, vivam como eles estão acostumados. Problema deles. É o que dizem. O banheiro é muito sujo. Podre. O fedor se sente desde que se desce do veículo. Tanto os dos homens como o das mulheres. outra coisa que perturba é a demora que muitas vezes ficamos sujeitos. Fico pensando se a gente precisa mesmo aceitar isso. Por que não se faz como os anarquistas e abole todas as normas? Precisamos mesmo do Estado?Eles ficam lá, debaixo de suas casas luxuosas enquanto o povo é tratado como sardinhas de má qualidade. É assim que nos sentimos. Veja o lucro enorme, desproporcional que essas empresas têm. O serviço é muito ruim, poderia ser muito melhor.NInguem protesta, não há um motim, nada.Parecem ovelhas indo para o matadouro.Calados. conformados. Sofredores. E vão vivendo esse absurdo.